Lista de Motivos para Não Morar no Brasil

Deparei-me hoje com uma lista de motivos pelos quais um americano odiou ter morado no Brasil, aspectos que o motivaram a ir embora após 3 anos morando no País. A lista, como não poderia deixar ser, foi complementada por um “fórum gringo” (para quem não sabe, é o site/grupo Gringões…)

O que mais chama a minha atenção nessas listas??? O óbvio ululante: apesar dos bonitinho(a)s detestarem o Brasil, os brasileiros, a cultura, o sistema e tudo que se relaciona ao País, ainda assim acham que seu parceiro brasileiro é uma exceção não representativa disso tudo, que são especiais e diferentes, ou seja, a piada pronta do dia.

De maneira geral, não condeno nem defendo esse tipo de lista, mas devo ponderar, entretanto, baseada em meu contato com esse tipo de gente, que ela costuma ser elaborada por quem não faz questão nenhuma de aprender o português, viver a cultura ou por quem não se permite entender que para viver em outro país devemos nos imbuir de novos filtros sociais, de modo a se abrir para o novo, ampliando os horizontes culturais.

Resumidamente, entendo que ele fez a escolha mais acertada e sensata da vidinha dele ao dar adeus ao Brasil e à nossa cultura. Agora o que ele irá fazer com a companheira brasileira é que permanece um mistério. Boa sorte para ele então.

Aos demais, deixo a lista com motivos para não morar no Brasil, talvez seja útil para a decisão final…

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Créditos: http://tudoparahomens.com.br/americano-cria-lista-de-motivos-pelos-quais-odiou-ter-morado-no-brasil/

Um americano, casado com uma brasileira, morou em São Paulo por 3 anos. Depois dessa árdua experiência, ele voltou para sua terra natal e fez questão de criar uma lista de 20 motivos pelos quais odeia viver no Brasil. Um fórum gringo resolveu continuar essa lista e trouxe mais itens que os gringos odeiam no país. Confira:

1. Os brasileiros não têm consideração com as pessoas fora do seu círculo de amizades e muitas vezes são simplesmente rudes. Por exemplo, um vizinho que toca música alta durante toda a noite… E mesmo se você vá pedir-lhe educadamente para abaixar o volume, ele diz-lhe para você “ir se fud**”. E educação básica? Um simples “desculpe-me “, quando alguém esbarra com tudo em você na rua simplesmente não existe.

2. Os brasileiros são agressivos e oportunistas, e, geralmente, à custa de outras pessoas. É como um “instinto de sobrevivência” em alta velocidade, o tempo todo. O melhor exemplo é o transporte público. Se eles vêem uma maneira de passar por você e furar a fila, eles o farão, mesmo que isso signifique quase matá-lo, e mesmo se eles não estiverem com pressa. Então, por que eles fazem isso? É só porque eles podem, porque eles vêem a oportunidade, por que eles querem ganhar vantagem em tudo. Eles sentem que precisam sempre de tomar tudo o que podem, sempre que possível, independentemente de quem é prejudicado como resultado.

3. Os brasileiros não têm respeito por seu ambiente. Eles despejam grandes cargas de lixo em qualquer lugar e em todos os lugares, e o lixo é inacreditável. As ruas são muito sujas. Os recursos naturais abundantes, como são, estão sendo desperdiçados em uma velocidade surpreendente, com pouco ou nenhum recurso.

4. Brasileiros toleram uma quantidade incrível de corrupção nos negócios e governo. Enquanto todos os governos têm funcionários corruptos, é mais comum e desenfreado no Brasil do que na maioria dos outros países, e ainda assim a população continua a reeleger as mesmas pessoas.

5. As mulheres brasileiras são excessivamente obcecadas com seus corpos e são muito críticas (e competitivas com) as outras.

6. Os brasileiros, principalmente os homens, são altamente propensos a casos extraconjugais. A menos que o homem nunca saia de casa, as chances de que ele tenha uma amante são enormes.

7. Os brasileiros são muito expressivos de suas opiniões negativas a respeito de outras pessoas, com total desrespeito sobre a possibilidade de ferir os sentimentos de alguém.

8. Brasileiros, especialmente as pessoas que realizam serviços, são geralmente malandras, preguiçosas e quase sempre atrasadas.

9. Os brasileiros têm um sistema de classes muito proeminente. Os ricos têm um senso de direito que está além do imaginável. Eles acham que as regras não se aplicam a eles, que eles estão acima do sistema, e são muito arrogantes e insensíveis, especialmente com o próximo.

10. Brasileiros constantemente interrompem o outro para poder falar. Tentar ter uma conversa é como uma competição para ser ouvido, uma competição de gritos.

11. A polícia brasileira é essencialmente inexistente quando se trata de fazer cumprir as leis para proteger a população, como fazer cumprir as leis de trânsito, encontrar e prender os ladrões, etc. Existem Leis, mas ninguém as aplica, o sistema judicial é uma piada e não há normalmente nenhum recurso para o cidadão que é roubado, enganado ou prejudicado. As pessoas vivem com medo e constroem muros em torno de suas casas ou pagam taxas elevadas para viver em comunidades fechadas.

12. Os brasileiros fazem tudo inconveniente e difícil. Nada é simplificado ou concebido com a conveniência do cliente em mente, e os brasileiros têm uma alta tolerância para níveis surpreendentes de burocracia desnecessária e redundante.

13. Brasileiros pagam impostos altos e taxas de importação que fazem tudo, especialmente produtos para o lar, eletrônicos e carros, incrivelmente caros. E para os empresários, seguindo as regras e pagando todos os seus impostos faz com que seja quase impossível de ser rentável. Como resultado, a corrupção e subornos em empresas e governo são comuns.

14. Está quente como o inferno durante nove meses do ano, e ar condicionado nas casas não existe aqui, porque as casas não são construídas para ser herméticamente isoladas ou incluir dutos de ar.

15. A comida pode ser mais fresca, menos processada e, geralmente, mais saudável do que o alimento americano ou europeu, mas é sem graça, repetitivo e muito inconveniente. Alimentos processados, congelados ou prontos no supermercado são poucos, caros e geralmente terríveis.

16. Os brasileiros são super sociais e raramente passam algum tempo sozinho, especialmente nas refeições e fins de semana. Isso não é necessariamente uma má qualidade, mas, pessoalmente, eu odeio isso porque eu gosto do meu espaço e privacidade, mas a expectativa cultural é que você vai assistir (ou pior, convidar amigos e família) para cada refeição e você é criticado por não se comportar “normalmente” se você optar por ficar sozinho.

17. Brasileiros ficam muito perto, emocionalmente e geograficamente, de suas famílias de origem durante toda a vida. Como no #16, isso não é necessariamente uma má qualidade, mas pessoalmente eu odeio porque me deixa desconfortável e afeta meu casamento. Adultos brasileiros nunca “cortam o cordão” emocional e sua família de origem (especialmente as mães) continuam a se envolvido em suas vidas diariamente, nos problemas, decisões, atividades, etc. Como você pode imaginar, este é um item difícil para o cônjuge de outra cultura onde geralmente vivemos em famílias nucleares e temos uma dinâmica diferente com as nossas famílias de origem.

18. Eletricidade e serviços de internet são absurdamente caros e ruins.

19. A qualidade da água é questionável. Os brasileiros bebem, mas não morrem, com certeza, mas com base na total falta de aplicação de leis e a abundância de corrupção, eu não confio no governo que diz que é totalmente seguro e não vai te fazer mal a longo prazo.

20. E, finalmente, os brasileiros só tem um tipo de cerveja (aguada) e realmente é uma porcaria, e claro, cervejas importadas são extremamente caras.

— Do Fórum —

21. A maioria dos motoristas de ônibus dirigem como se eles estivessem tentando quebrar o ônibus e todos dentro dele.

22. Calçadas no meu bairro são cobertos com mijo e coco de cães que latem dia e noite.

23. Engarrafamentos de Três horas e meia toda vez que chove .

24. Raramente as coisas são feitas corretamente da primeira vez. Você tem que voltar para o banco, consulado, escritório, mandar e-mail ou telefonar 2-10 vezes para as pessoas a fazerem o seu trabalho.

25. Qualidade do ar muito ruim. O ar muitas vezes cheira a plástico queimado.

26. Ir a Shoppings e restaurantes são as principais atividades. Não há nada pra fazer se você não gastar. Há um parque principal e está horrivelmente lotado.

27. O acabamento das casas é péssimo. Janelas, portas , dobradiças , tubos, energia elétrica, calçadas, são todos construídos com o menor esforço possível.

28. Árvores, postes, telefones, plantas e caixas de lixo são colocados no centro das calçadas, tornando-as intransitáveis.

29. Você paga o triplo para os produtos que vão quebrar dentro de 1-2 anos, talvez ais.

30. Os brasileiros amam estar bem no seu caminho. Eles não dão espaço para você passar.

31. A melhor maneira de inspirar ódio no Brasil? Educadamente recusar-se a comer alimentos oferecidos a você. Não importa o quão válida é a sua razão, este é considerado um pecado imperdoável aos olhos dos brasileiros e eles vão continuar agressivamente incomodando você para comê-lo.

32. As pessoas vão apertar e empurrar você sem pedir desculpas. No transporte público você vai tão apertado que você é incapaz de mover qualquer coisa, além da sua cabeça.

33 . O Brasil é um país de 3° mundo com preços ridiculamente inflacionados para itens de qualidade. Para se ter uma idéia, São Paulo é classificada como a 10ª cidade mais cara do mundo. (New York é a 32ª).

34. A infidelidade galopante. Este não é apenas um estereótipo, tanto quanto eu gostaria que fosse. Homens na sociedade brasileira são condicionados a acreditar que eles são mais ” virís ” por sairem com várias mulheres .

35. Zero respeito aos pedestres. Sim, eles não param para você passar. Na melhor das hipóteses, eles vão buzinar.

36. Quando calçadas estão em construção espera-se que você ande na rua. Alguns motoristas se recusam a fazer o menor desvio a sua presença, acelerando a poucos centímetros de você, mesmo quando a pista ao lado está livre.

37. Nem pense em dizer a alguém quando você estiver viajando para o EUA. Todo mundo vai pedir para você trazer iPods, X-Box, laptops, roupas, itens de mercearia, etc. em sua mala, porque eles são muito caros ou não disponíveis no Brasil.

38. A menos que você goste muito de futebol ou reality shows (ou seja, do Big Brother), não há nada muito o que conversar com os brasileiros em geral. Você pode aprender fluentemente Português, mas no final, a conversa fica muito limitada, muito rapidamente.

39. Tudo é construído para carros e motoristas, mesmo os carros sendo 3x o preço de qualquer outro país. Os ônibus intermunicipais de luxo são eficientes, mas o transporte público é inconveniente, caro e desconfortável para andar. Consequentemente, o tráfego em São Paulo e Rio é hoje considerado um dos piores da Terra (SP, possivelmente, o pior). Mesmo ao meio-dia podem ter engarrafamentos enormes que torna impossível você andar mesmo em um pequeno trajeto limitado, a menos que você tenha uma motocicleta.

40. Todas as cidades brasileiras (com exceção talvez do Rio e o antigo bairro do Pelourinho em Salvador), são feias, cheias de concreto, hiper-modernas e desprovidas de arquitetura, árvores ou charme. A maioria é monótona e completamente idênticas na aparência. Qualquer história colonial ou bela mansão antiga é rapidamente demolida para dar lugar a um estacionamento ou um shopping center.

That’s all, folks!

Dia do Trabalho com Trabalho

Nada como celebrar o Dia do Trabalho com um trabalho novo, especialmente na atual conjuntura do Brasil, não é mesmo? Pois bem, como contei na última publicação, meu marido perdeu o emprego no comecinho de outubro do ano passado. O motivo não foi a crise e nem uma possível incompetência para o ofício por parte dele, mas sim porque a planta encerrou suas atividades porque outra muito maior foi inaugurada em outra cidade. Optamos por ficar na cidade onde moramos e tentar uma transferência para a unidade da região metropolitana, o que não aconteceu porque o ex-chefe do respectivo não fez questão nenhuma de ajudar. Com o desemprego oficializado, dei início aos trabalhos de procura por um novo emprego no dia seguinte, mas com o coração na mão, porque eu realmente não estava confiante de que um estrangeiro desempregado no Brasil teria vez em um mercado de trabalho em grave recessão, não mesmo!

Logo no primeiro mês, enviei mais de 100 currículos, 101 para ser exata, em sites de consultoria, emprego e também por e-mail. Recebemos uma mísera ligação ao final daquele mesmo mês, mas quando a pessoa do outro lado da linha percebeu que se tratava de um estrangeiro, deu um jeito de sair pela tangente. Disse que ligaria novamente mais tarde porque teria uma reunião dali a poucos minutos. Uma desculpa, claro, a ligação simplesmente nunca aconteceu. Alguns dias depois, mais uma ligação para entrevista na empresa que meu respectivo viria a trabalhar mais tarde, mas que naquela ocasião não deu em nada. Em suma, até o dia 31 de dezembro, mandei quase 300 currículos que resultaram em apenas duas ligações, uma média que achei péssima, mas até entendo, fim de ano é mesmo uma época tradicionalmente ruim para conseguir um emprego.

Comecei 2016 com todo o gás, pois gosto de viradas de ano, sinto-me renovada e mais disposta. Até aquele momento, eu só pagava o plano trimestral básico da Catho. Decidi, então, investir no plano trimestral do BNE (Banco Nacional do Emprego) também. Em janeiro, mandei 123 currículos e em fevereiro, 103. Em março, as coisas começaram a ficar estranhas, percebi uma diminuição significativa nas vagas de trabalho na área do marido, o que se refletiu na quantidade de currículos que enviei. Naquele mês, foram apenas 75 currículos enviados, o que realmente me deixou preocupada. Abril, então, foi pior ainda, em dez dias, enviei apenas 7 currículos! Não foi preguiça, nem diminuição do esforço na procura, pois tudo continuava igual, o problema foi mesmo a falta de vagas! Entretanto, entre janeiro e março, ele fez 5 entrevistas, e em duas foi selecionado entre os finalistas. Isso me aliviou um pouco, pois percebi que mesmo sendo estrangeiro, ele era considerado no mercado de trabalho, portanto as questões discriminação e xenofobia puderam ser afastadas.

Eis, então, que das duas entrevistas em que ele ficou entre os finalistas, uma foi convertida e conseguimos um novo emprego!!! E um detalhe muito importante, isso aconteceu com apenas 6 meses e meio de desemprego, uma conquista e tanto! Por quê? Porque as pessoas com a mesma qualificação de meu marido estão demorando mais de 9 meses para conseguir um novo emprego. Conheço, inclusive, uma pessoa que está há mais de um ano desempregada e que precisou se virar como atendente de loja, mesmo tendo um diploma de engenharia. A coisa está realmente feia por aqui. Também não posso deixar de lembrar que meu respectivo demorou quase 2 anos para conquistar seu primeiro emprego brasileiro (mas não seu primeiro emprego na vida) há 3 anos. De quase dois anos de tempo de procura por um emprego para apenas seis meses e meio é algo realmente incrível, nem eu acreditei.

Vamos, então, aos números:

  • 568 currículos enviados;
  • 7 ligações para entrevista, sendo uma entrevista apenas por telefone, as demais todas pessoalmente;
  • Média de 1 ligação a cada 81 currículos enviados.

O processo seletivo para a vaga a qual ele foi selecionado consistiu das seguintes etapas:

  • Primeiro contato por telefone convidando para a entrevista (que na verdade foi uma dinâmica);
  • Dinâmica em grupo com 8 pessoas;
  • Convocação para a segunda etapa do processo seletivo por e-mail;
  • Entrevista individual e apresentação de 20 minutos de cada um dos 4 selecionados da primeira etapa com o gerente;
  • Escolha do candidato.

O resultado veio muito rápido. A etapa da entrevista individual foi em uma segunda-feira à tarde e no dia seguinte, bem cedinho, ele já estava recebendo a ligação com a notícia da aprovação e a convocação para reunir os documentos e começar a trabalhar em dois dias. Nem tivemos muito tempo para celebrar ou digerir a conquista, foi bem estranho, mas me causou um alívio imediato, uma vez que não precisaria mais enviar currículos diariamente. Aquilo estava realmente consumindo muito do meu tempo, como deve mesmo ser, pois procurar um emprego deve ser encarado como um emprego, mas isso consumia um tempo que eu não tinha e estava muito difícil equilibrar todas as minhas atividades e responsabilidades, eu estava extremamente estressada.

Preciso destacar que as sete vezes em que o currículo do respectivo foi selecionado foi pelos seguintes meios:

  • Vagas.com – 2 vezes
  • Catho – 2 vezes
  • E-mail direto para vagas específicas – 2 vezes
  • Meio desconhecido (realmente não sei como chegaram ao currículo dele) – 1 vez

Por ter investido nos planos pagos da Catho e do BNE, esperava mais deles, então achei que esses serviços deixaram a desejar, eu realmente esperava mais ligações, especialmente do BNE. Se eu pagaria novamente? Muito provavelmente a Catho, pensaria melhor no caso do BNE. Mas estou muitíssimo satisfeita com o Vagas.com, além de reunir as melhores empresas e vagas, é um site gratuito e foi o meio pelo qual enviei o currículo do respectivo para a vaga que resultou em sua contratação.

Por que compartilho tudo isso aqui com vocês? Porque sempre escuto a mesma ladainha de que é quase impossível para um estrangeiro conseguir um emprego no Brasil, e que quando consegue foi por sorte ou por indicação. Isso realmente cansa a minha beleza. Meu marido não é sortudo nem conseguimos indicação de quem quer que seja, tudo é fruto de nosso esforço conjunto: sou responsável pela redação do currículo e do corpo dos e-mails, bem como pela procura das vagas e envio dos currículos, e meu marido, é claro, fica responsável por toda a preparação antes das entrevistas, que incluem pesquisa sobre a empresa, preparação das respostas mais perguntadas de modo a relacionar a sua experiência com os requisitos da vaga e assim por diante. Em suma, funcionamos muito bem juntos, de um jeito que provavelmente meu marido não conseguiria tanto sucesso se fizesse tudo completamente sozinho. Portanto, você é também a chave do sucesso de seu companheiro(a) no Brasil, por isso precisa participar ativamente, auxiliando naquilo que for possível. Sou xiita nesse aspecto e pretendo falar sobre isso com mais profundidade em uma publicação futura.

Um abraço a todos!

Desemprego de Estrangeiro no Brasil

Após um longo, longo inverno, verão e quase inverno novamente, cá estou atualizando o blog, finalmente! Não me ausentei totalmente, haja vista que o campo dos comentários às postagens tem uma atividade intensa quase que diariamente. No entanto, devo esclarecer que a falta de publicações não foi proposital, mas puramente falta de assunto e também de tempo para sentar e escrever com calma.

Antes de ir ao que interessa, apenas gostaria de enfatizar uma coisa muito importante. Muitos leitores chegam aqui com inúmeras dúvidas, o que eu não acho nem um pouco ruim, ao contrário, gosto muito, por isso ajudo naquilo que posso e entendo. No entanto, percebo que muitos pensam que presto algum tipo de consultoria, que sou uma profissional da área ou coisas do gênero. Então, aproveito a oportunidade para esclarecer: NÃO sou consultora, sou apenas uma brasileira casada com um estrangeiro de origem asiática e compartilho aqui no blog minhas experiências baseada naquilo que vivenciamos aqui no Brasil. Resumo da ópera, em geral não sei esclarecer dúvidas específicas sobre vistos, casamentos, problemas familiares, documentos e pepinos de toda sorte, o que sei está tudo relatado no blog, tintim por tintim. Convém salientar que o blog conta, também, como já comentei no começo dessa publicação, com uma intensa atividade no campo dos comentários, a comunidade de leitores é relativamente ativa e me ajuda a elucidar as dúvidas às quais tenho pouco ou nenhum conhecimento. Aproveito a oportunidade para manifestar toda a minha gratidão por isso, essa troca é maravilhosa!

Dito isso, agora estamos prontos para falar sobre desemprego de estrangeiro no Brasil. Como todos os que acompanham o blog sabem, a tarefa de conseguir o primeiro emprego no Brasil para meu marido foi extremamente árdua por inúmeros motivos, mas felizmente logramos êxito nessa empreitada e não temos dúvida que a intensa jornada, cheia de suor e lágrimas, valeu cada segundo. Se você é novo por aqui, ou não lembra como foi isso, recapitulo para vocês: levamos quase dois anos para conseguir emprego para ele, enviamos mais de dois mil currículos, recebemos mais de 40 telefonemas e ele fez 24 entrevistas pessoalmente. Ao fim de todo o processo, ele conseguiu duas ofertas de emprego. A escolha foi embasada na estabilidade do setor em que ele trabalharia.

Pois bem, nossa felicidade durou até o dia em que soubemos que a planta em que ele trabalhava encerraria suas atividades, o que aconteceu apenas dois anos e meio depois que ele foi contratado. Não sabíamos disso, mas o fechamento da fábrica já estava previsto desde a época em que ele começou a trabalhar na empresa. Diante do fechamento iminente, havia duas possibilidades, ser realocado em outras plantas ou parar no olho da rua. Ele parou no olho da rua. O motivo, embora não esclarecido claramente, acabou ficando nas entrelinhas. Primeiro, meu marido não tinha um ótimo relacionamento com o gerente chefe, cujo perfil era bastante tirano e um tanto desrespeitoso em relação aos seus subalternos. Segundo, aparentemente privilegiaram a antiguidade na empresa, realocando, primeiramente, os funcionários mais antigos, independente de sua competência. Terceiro, não tínhamos a intenção de nos mudar para uma cidade distante, preferíamos uma planta mais próxima. Por último, o fato de ser estrangeiro. Consideramos outros aspectos também, mas não acho que seja relevante aqui.

Eis, então, que naquele primeiro dia do mês de outubro do ano passado fico sabendo de sua demissão. Foi um choque, quase tive um treco. Lembrei de todo o sacrifício que foi para arranjar aquele emprego, todo aquele esforço que de repente, não mais que de repente, virou em nada. E a crise econômica? E o desemprego galopante? E o tanto de gente sendo expelida diariamente do mercado de trabalho? E a falta de oportunidades? E o fato de ele ser estrangeiro? E agora? O que o futuro nos reserva? Teremos de nos mudar novamente para o país do marido? O que vou fazer lá? Não tenho tempo para procurar emprego! Não tenho mais saco para isso! Não quero começar tudo de novo! Eu vou morrer, MORRER! Foi mais ou menos assim que as coisas se sucederam para mim. Chorei, fiquei angustiada, chorei de novo, um aperto no peito que não passava. Já para ele foi um pouco diferente, nada de chilique e coisas no gênero, apenas um sabor amargo pelo fato do ex-chefe não ter feito esforço algum para transferi-lo para outra planta próxima. Ele não engoliu. Para o bem ou para o mal, sobrevivemos e nos resignamos. Outros planos teriam de ser traçados e foi o que fizemos. Aos poucos comecei a me organizar para começar a procura por um emprego novo tudo novamente, enquanto ele começou a estudar para um teste internacional com o objetivo de tentar uma bolsa de MBA no exterior. Essa parte não me agradou muito, porque não tenho vontade nenhuma de viver no exterior novamente, mas não o impedi nem o atrapalhei em seus objetivos.

Em relação à parte burocrática da demissão, não só para ele, mas também para mim foi tudo novidade, pois nunca fui demitida na vida. É chato correr atrás da papelada, mas não tem segredo e nem dificuldade, o processo todo é muito intuitivo e igual tanto para brasileiros quanto para estrangeiros. Eles têm garantidos todos os direitos, como se brasileiros fossem. Sacamos o FGTS e mais ou menos 2 meses depois demos entrada no seguro desemprego, que no momento é no valor de R$ 1.500 e uns quebrados em sua cota máxima, valor a que ele tinha direito.

Ademais, no começo ele estava até que animado com o desemprego, ou talvez fosse só fachada, ainda não sei, mas estava com bastante gás para estudar, malhar, levar uma vida mais saudável e menos estressada enquanto definiríamos os novos planos. O trabalho que ele desempenhava era muito estressante, de muita pressão, então a demissão não foi de todo ruim. Mas como era de se esperar, passada a empolgação inicial e caindo na rotina novamente, mas agora em casa, logo tudo que parecia ser flores, tornou-se nebuloso, especialmente diante das péssimas notícias em relação ao futuro do Brasil, dentre outras coisitas más. Conheci novas cores e facetas de meu marido, um lado que, infelizmente, ainda não era bem conhecido por mim, embora já tivesse conhecimento de sua existência. Ele ficou ainda mais estressado, irritado, passou a pegar mais em meu pé, a ser menos compreensivo e também passou a desejar retornar ao seu país de origem. Sem mais delongas, posso afirmar que definitivamente não foi um período legal. Bem, todos aqueles que já passaram por isso, estrangeiros ou não, sabem bem do que estou falando. A falta de perspectiva, aliada a um futuro nebuloso, é uma combinação bastante explosiva, e infelizmente o que mais há nos dias de hoje no Brasil é gente passando por isso. Façamos um minuto de silêncio pela situação lastimável do nosso Brasil varonil.

Para encurtar a história, as coisas começaram a melhorar quando ele começou a receber ligações para entrevista novamente. Mas isso eu vou deixar para contar melhor na próxima postagem, fiquem ligados!

Um abraço,

Manual (Quase) Prático.

Inscrições Abertas para Concorrer a Bolsa de Mestrado no Brasil

Este post é dedicado a todos aqueles que vivem de mimimi, falando que não há boas oportunidades profissionais/acadêmicas no Brasil que viabilizem uma mudança para o país com o(a) seu(a) parceira(a) estrangeiro(a). Como não? O mercado pode até estar desaquecido, mas há, sim, ótimas oportunidades disponíveis e que podem abrir caminhos para uma carreira profissional no futuro aqui.

Segundo notícia veiculada no site Estrangeiros no Brasil, estão abertas as inscrições para o edital que selecionará cidadãos de países em desenvolvimento com os quais o Brasil mantém acordo de Cooperação Educacional, Cultural ou de Ciência e Tecnologia, para realização de estudos de pós-graduação, em nível de mestrado, em instituições de ensino superior brasileiras. A chamada nº 5/2015 faz parte do programa de Estudantes-Convênio de Pós-Graduação (PEC-PG) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI). O objetivo do programa é constituir atividade de cooperação educacional com países em desenvolvimento para contribuir com a formação de recursos humanos. A data limite para submissão das propostas é 27 de julho. O PEC-PG é uma parceria firmada entre o CNPq, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MCTI) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE). Serão concedidas 100 bolsas na modalidade de Mestrado, no valor total estimado em R$ 3,6 milhões, além do auxílio deslocamento de vinda ao Brasil. As propostas devem ser encaminhadas ao CNPq, exclusivamente via internet, por intermédio do Formulário de Propostas disponível na Plataforma Carlos Chagas, até a data limite.

Para quem não lembra, o Manual (Quase) Prático já falou sobre esse programa há quase um ano atrás neste post aqui.

Para acessar a página com a chamada público do CNPq, clique aqui.

Novos Procedimentos nos Processos de Permanência Definitiva

Olá, queridos!

Primeiramente gostaria de me desculpar por ter ficado tanto tempo sem publicar nada de novo por aqui, foram quase cinco meses de inatividade, o que eu acho que é tempo demasiado. Tenho andado muito ocupada, e no pouco tempo livre que tenho, procuro descansar a cabeça com outras atividades, o que justifica o fato de eu andar sem muita inspiração para blogar. Entretanto, apesar de não trazer nenhuma novidade, verifico quase que religiosamente a estatística diária e modero os novos comentários. Ultimamente andam aparecendo questões que vão muito além de meu conhecimento, então prefiro silenciar a falar besteira, mas estejam certos que eu gostaria muito de poder ajudar a todos, pesquisando e trazendo respostas àquilo que não sei responder de imediato, o que no momento não é possível. De qualquer forma, fico feliz por saber que mesmo com minha ausência, as atividades continuam e todos os dias chega uma porção de gente nova atrás de tão preciosas informações.
Agora vamos ao que interessa, novidades! A novidade que trago nem é mais novidade, já foi publicada e amplamente divulgada na mídia há um bom tempo, e muitos de vocês já devem estar cientes das mudanças no procedimento de permanência definitiva, mas acho importante divulgar aqui também, ainda que tardiamente, em virtude da relevância do assunto.

No site da Polícia Federal, na parte referente aos estrangeiros, tem-se o seguinte:

“A partir de 1º de setembro de 2014, serão aplicados novos procedimentos nos processos de permanência definitiva com base nas modalidades de reunião familiar, prole, casamento, união estável e transformação de registro temporário em permanente do Acordo MERCOSUL:

* Os requerimentos nos procedimentos acima listados serão efetuados em apenas uma etapa, com preenchimento do formulário 154, disponível no link https://servicos.dpf.gov.br/sincreWeb/, coleta dos dados biométricos e biográficos e apresentação do recolhimento de taxas e demais documentos listados no anexo da Portaria nº 1.351/2014 – MJ;

* Caso a documentação apresentada esteja em conformidade com a listagem contida no anexo da mencionada portaria, o estrangeiro será incluído no SINCRE – Sistema Nacional de Cadastro e Registro de Estrangeiros – e o processo será encaminhado para a Divisão de Cadastro e Registro de Estrangeiros – DICRE/CGPI/DIREX/DPF, visando à confecção da Cédula de Identidade de Estrangeiro – CIE;

* Caso a documentação esteja divergente ou incompleta, o estrangeiro será notificado no momento do atendimento com prazo de 10 (dez) dias para retificação ou complementação do processo;

* Nos casos em que não seja possível avaliar os documentos durante o primeiro atendimento, a Polícia Federal notificará o estrangeiro em até 30 (trinta) dias para retificação ou complementação do processo, dando-lhe prazo de 10 (dez) dias contados do recebimento da notificação para saneamento;

* Caso a retificação ou complementação sejam suficientes para atender à listagem elencada no anexo da Portaria do Ministério da Justiça, a Polícia Federal registrará o estrangeiro e encaminhará o processo para a DICRE visando à confecção da CIE;

* Caso o estrangeiro não se manifeste ou a documentação apresentada não esteja em conformidade com o anexo, a Polícia Federal encaminhará o processo à Divisão de Permanência do Departamento de Estrangeiros do Ministério da Justiça (DPE/DEEST/SNJ/MJ) para decisão.

* O estrangeiro deverá retornar a Polícia Federal em até 60 (sessenta) dias para receber a CIE ou conhecer sobre o andamento do processo, caso não seja notificado para comparecer em prazo menor.

* As notificações aos estrangeiros serão realizadas pessoalmente, por carta com aviso de recebimento, meio eletrônico ou por qualquer outro meio admitido pela legislação, nos termos do artigo 8º do Decreto 6.932/2009.

Informação sobre isenção de taxas:

DECRETO Nº 6.771, DE 16 DE FEVEREIRO DE 2009: Prevê que os cidadãos dos países membros da CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, organização internacional formada por AngolaBrasilCabo VerdeGuiné-BissauGuiné EquatorialMoçambiquePortugalSão Tomé e Príncipe e Timor-Leste, estão isentos do pagamento de taxas e emolumentos devidos na emissão e renovação de autorizações de residência, com exceção dos custos de emissão de documentos. Isso significa que não há necessidade do pagamento de taxa de pedidos de prorrogação de prazo de estada, permanência ou registro de estrangeiro, sendo devido somente o pagamento de taxa de emissão de carteira de estrangeiro, quando aplicável.”

Segue abaixo a lista de documentos para pedido de permanência de acordo com anexo da Portaria MJ 1351/2014:

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– Com base em CASAMENTO:

Requerimento próprio, disponível em https://servicos.dpf.gov.br/sincreWeb/;

Duas (02) fotos tamanho 3×4, recentes, coloridas, com fundo branco.

Cópia autenticada, nítida e completa do passaporte ou do documento de viagem equivalente;

Cópia autenticada da certidão de casamento;

Cópia autenticada da cédula de identidade brasileira do cônjuge;

Declaração de que não se encontram separados de fato ou de direito, assinada pelo casal, com firmas reconhecidas;

Declaração de que não foi processado ou condenado criminalmente no Brasil e nem no exterior, quando não for casado há pelo menos 5 anos;

Comprovante do pagamento das seguintes taxas:

CÓDIGO: 140066 – Pedido de Permanência: R$ 102,00
CÓDIGO: 140082 – Registro de Estrangeiros/Restabelecimento de Registro: R$ 64,58
CÓDIGO: 140120 – Carteira de Estrangeiro Primeira via: R$ 124,23

Obs.: Os documentos emitidos no exterior deverão estar legalizados por repartição consular brasileira e traduzidos por tradutor juramentado no Brasil.

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– Com base em UNIÃO ESTÁVEL:

Requerimento próprio, disponível em https://servicos.dpf.gov.br/sincreWeb/

Duas (02) fotos tamanho 3×4, recentes, coloridas, com fundo branco.

Cópia autenticada, nítida e completa do passaporte ou do documento de viagem equivalente;

Atestado de antecedentes criminais expedido pelo país de origem, legalizado junto à repartição consular brasileira no país em que foi expedido, e traduzido por tradutor público juramentado no Brasil ou do país de residência habitual do chamado;

Documento hábil que comprove a existência de união estável, como:

  • Atestado de união estável emitido por autoridade competente do país de procedência do chamado;
  • Comprovação de união estável emitida por juízo competente no Brasil ou autoridade correspondente no exterior;
  •  Apresentação de certidão ou documento similar emitido por autoridade de registro civil nacional, ou equivalente estrangeiro;

Na ausência dos documentos acima citados, a comprovação da união estável poderá ser feita mediante apresentação dos seguintes documentos:

  • Declaração, sob as penas da lei, de duas pessoas que atestem a existência da união estável e, no mínimo, dois dos seguintes documentos:
  • Comprovação de dependência emitida por autoridade fiscal ou órgão correspondente à Receita Federal;
  • Certidão de casamento religioso (será exigido o tempo mínimo de um ano para comprovação);
  • Disposições testamentárias que comprovem o vínculo (será exigido o tempo mínimo de um ano para comprovação);
  • Apólice de seguro de vida na qual conste um dos interessados como instituidor do seguro e o outro como beneficiário (será exigido o tempo mínimo de um ano para comprovação);
  • Escritura de compra e venda, registrada no Registro de Propriedade de Imóveis, em que constem os interessados como proprietários, ou contrato de locação de imóvel em que figurem como locatários (será exigido o tempo mínimo de um ano para comprovação);
  • Conta bancária conjunta (será exigido o tempo mínimo de um ano para comprovação),
  • Certidão de nascimento de filho estrangeiro do casal.
  • Prova de meio de vida e de capacidade financeira do chamante para sustentar o chamado;
  • Declaração de compromisso de manutenção, subsistência e saída do território nacional, em favor do chamado, enquanto este permanecer no Brasil, com firma reconhecida em cartório ou repartição consular de carreira;
  • Declaração do chamado de que não foi processado ou condenado criminalmente no Brasil e nem no exterior, com firma reconhecida;
  • Declaração, sob as penas da lei, do estado civil do chamado no país de origem;
  • Cópia autenticada do documento de identidade do chamante (carteira de identidade brasileira ou cédula de identidade de estrangeiro);

Comprovante do pagamento das seguintes taxas:

CÓDIGO: 140066 – Pedido de Permanência: R$ 102,00
CÓDIGO: 140082 – Registro de Estrangeiros/Restabelecimento de Registro: R$ 64,58
CÓDIGO: 140120 – Carteira de Estrangeiro Primeira via: R$ 124,23

Obs.: Os documentos emitidos no exterior deverão estar legalizados por repartição consular brasileira e traduzidos por tradutor juramentado no Brasil.

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– Com base em REUNIÃO FAMILIAR:

Requerimento próprio, disponível em https://servicos.dpf.gov.br/sincreWeb/;

Duas (02) fotos tamanho 3×4, recentes, coloridas, com fundo branco.

Cópia autenticada, nítida e completa do passaporte ou do documento de viagem equivalente;

Atestado de antecedentes criminais expedido no país de origem, legalizado junto à repartição consular brasileira no país em que foi expedido, e traduzido por tradutor público juramentado no Brasil, ou expedido por seção consular no Brasil;

Prova do grau de parentesco entre o chamante e o chamado, através de cópia autenticada da certidão de nascimento ou casamento, ou documento hábil que comprove ser o chamante responsável pelo chamado;

Justificativa do chamante para a formulação do pedido;

Cópia autenticada do documento de identidade do chamante (carteira de identidade brasileira ou cédula de identidade de estrangeiro);

Declaração de compromisso de manutenção, subsistência e saída do território nacional, em favor do chamado, enquanto este permanecer no Brasil, com firma reconhecida;

Prova de meio de vida e de capacidade financeira do chamante para sustentar o chamado;

Declaração do chamado de que não foi processado ou condenado criminalmente no Brasil e nem no exterior, com firma reconhecida;

Comprovante do pagamento das seguintes taxas:

CÓDIGO: 140066 – Pedido de Permanência: R$ 102,00
CÓDIGO: 140082 – Registro de Estrangeiros/Restabelecimento de Registro: R$ 64,58
CÓDIGO: 140120 – Carteira de Estrangeiro Primeira via: R$ 124,23

Obs.: Os documentos emitidos no exterior deverão estar legalizados por repartição consular brasileira e traduzidos por tradutor juramentado no Brasil.

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– Com base em PROLE BRASILEIRA:

Requerimento próprio, disponível em https://servicos.dpf.gov.br/sincreWeb/

Duas (02) fotos tamanho 3×4, recentes, coloridas, com fundo branco.

Cópia autenticada, nítida e completa do passaporte ou do documento de viagem equivalente;

Cópia autenticada da carteira de identidade do outro genitor do filho brasileiro;

Cópia autenticada da certidão de nascimento da prole;

Declaração de que a prole vive sob sua guarda e dependência econômica, com firma reconhecida;

Cópia autenticada da sentença transitada em julgado da ação de alimentos combinada com regulamentação de visitas, caso o estrangeiro não possua a guarda do menor;

Comprovante do pagamento das seguintes taxas:

CÓDIGO: 140066 – Pedido de Permanência: R$ 102,00
CÓDIGO: 140082 – Registro de Estrangeiros/Restabelecimento de Registro: R$ 64,58
CÓDIGO: 140120 – Carteira de Estrangeiro Primeira via: R$ 124,23

Obs.: Os documentos emitidos no exterior deverão estar legalizados por repartição consular brasileira e traduzidos por tradutor juramentado no Brasil.

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O que a gente não vê por aqui

Desde que comecei com o blog, procuro acompanhar e tento interpretar as estatísticas de meu querido Manual a fim de não me distanciar de meu público, o que justifica as reformulações pelas quais o blog passou ao longo do tempo. Além disso, como leio muito sobre o assunto, faço minhas próprias reflexões, não somente baseada em minhas pesquisas sobre o assunto, mas principalmente baseada em muitas  situações de meu próprio relacionamento, afinal, tenho um legítimo exemplar gringo em casa. O que acontece é que volta e meia as estatísticas aqui do blog desafiam a minha compreensão e me deixam bastante confusa, por isso hoje compartilho uma curiosidade estatística com vocês.

Diversas vezes já comentei aqui no blog sobre gringos reclamões, em especial sobre aqueles oriundos de países desenvolvidos. Gringos reclamões não são uma invenção minha, eles de fato existem e moram em uma bolha no Brasil. Para constatar o fato, é só dar um pulo no grupo gringoes do facebook e se divertir, tem reclamões para todos os gostos. Eu já dei minha opinião sobre os reclamões em diversas oportunidades, mas só para reiterar, acredito que o primeiro erro e mais corriqueiro deles é tentar ficar comparando países e culturas para ver quem é o melhor. Sério, que tal parar de ser ridículo?

Vamos às estatísticas, então. Além do Brasil, os países que mais visualizam o blog são os seguintes (ok, vamos considerar que a grande maioria é de brasileiros que mora e se relaciona com estrangeiros dos países mencionados, uma vez que optei por escrever o blog em português):

1- Estados Unidos
2- Portugal
3- França
4- Reino Unido
5- Itália
6- Alemanha
7- Espanha
8- Suiça
9- México
10- Canadá

Tirando o México, todos os demais são países desenvolvidos. E todos os leitores querem casar e morar no Brasil, porque obviamente o post sobre como casar com estrangeiro no Brasil é o recordista absoluto do blog, tanto de visualizações quanto de comentários.

Então qual é a relação entre gringos reclamões e as estatísticas acima citadas? Pois é, é justamente o que eu me pergunto todos os dias. Vai lá no grupo dos gringões no facebook de novo e faça um breve levantamento das reclamações e chororôs. Se estiver com preguiça, eu te ajudo, vamos lá:

– No Brasil tudo é absurdamente caro —————– sim, é verdade.

– O Brasil é um país corrupto —————————- sim, é a mais pura verdade.

– Tudo é resolvido pelo “jeitinho” ———————– nem tudo, mas vamos lá, é parcialmente verdade.

– Ninguém fala inglês ————————————– realmente, quase ninguém.

– A carga tributária é absurda ————————— verdade verdadeira.

– A educação é uma droga ——————————- é triste, mas é verdade.

– O Brasil não é um país seguro ————————– verdade, alguém quer discordar?

– Brasileiro come arroz e feijão todo dia ————— sim, é verdade, e????

 

Bem, isso é apenas uma ilustração, há quem, inclusive, se ofenda com a maneira que os brasileiros manuseiam os talheres durante as refeições. Tá bom ou quer mais? Tem mais, muito mais, é claro, mas não vamos exaltar os ânimos.

Pois bem, agora me digam, criaturinhas de deus, o que um sujeito, que nasceu em um país fabuloso, desenvolvido, rico, que está na lista dos melhores em tudo, onde a vida não é dura para quem é mole, quer vir fazer no Brasil?

Não é uma pergunta sarcástica, é uma pergunta séria. Tenha em mente que, sim, é verdade, o Brasil tem muitos problemas, há muito o que evoluir, em todos os aspectos, mas não será a opinião e o chororô de estrangeiros que moram no Brasil que irá resolver nossos problemas, até porque eles não podem votar e apenas uma parcela mínima deles desenvolve trabalhos voluntários sérios em prol da comunidade, a maioria não está nem aí, está mesmo é preocupada com seu próprio conforto. É gente que se lamenta pelo preço do queijo cheddar verdadeiro, gente que não admite ter de ir a uma lotérica pagar uma fatura porque a mesma não pode ser paga pela internet, gente que mora em casas luxuosas, com piscina e ar-condicionado em todos os ambientes e ainda debocha do brasileiro, gente que só vem pro Brasil pra fazer dinheiro, uma vez que a economia de seu país tão desenvolvido está uma merda e que não tem um pingo de vergonha na cara de dizer que foi por dinheiro mesmo, já que não tem nada que preste aqui.

Gente, sério, isso não é vida. Façamos escolhas inteligentes, por favor! Não existe essa de mudar de país e reproduzir fielmente a vida que se tinha antes, não existe, nunca existiu e nem nunca existirá, jamais! É por isso que existe tanta gente frustrada, tanto estrangeiros no Brasil quanto brasileiros no exterior, porque tentam, exaustivamente, reproduzir sua realidade de vida dentro de uma bolha, e quando precisa sair da bolha sofre, porque tudo é fruto da imaginação. É preciso muito senso crítico, reflexão e discernimento ao optar por morar em um país estrangeiro, seja lá onde for, isso não é coisa para gente imatura, para quem ainda não aprendeu a conviver e tolerar o diferente. Nestes termos, é melhor que fique em casa, mesmo.

Eu acho, sim, que estrangeiros têm direito a voz, e que qualquer pessoa que tenha a oportunidade de morar em um país estrangeiro, qualquer que seja, muito provavelmente terá uma lista de coisas daquilo que se gosta e daquilo que não se gosta sobre o país em que vive como expatriado, isso é absolutamente normal e até mesmo esperado, e não é pelo fato de ser estrangeiro que ele deva ser indiferente às coisas e acontecimentos relativos ao país em que ele está vivendo, até porque, uma vez que se vive aqui permanentemente, ele estará passível a sofrer influência direta de tudo em sua própria vida. É digno e genuíno que eles, os estrangeiros, tenham opiniões sobre o país, seja uma opinião positiva ou negativa, não é um crime reclamar ou não gostar de muitas coisas no Brasil.

A grande questão é, todo mundo tem suas prioridades e seu estilo de vida, se o Brasil não se encaixa neste ideal, por que insistir? Apenas para viver um sonho exótico e tropical? Vamos cair na real, meu povo, para não fazer de sua vida e a de seu companheiro um inferno. O Brasil não tem pasta de amendoim que preste, iPhone e Playstation custam os olhos da cara, as escolas públicas são de chorar, as facilidades dos grandes impérios consumistas a gente não vê por aqui, a maioria dos chuveiros são elétricos, presentinhos e mimos mandados do exterior por amigos e familiares são quase todos taxados exorbitantemente pela Receita Federal, etc, etc, etc… Portanto, pessoas muito dependentes das facilidades de uma sociedade altamente consumista, capitalista e desenvolvida vão sofrer, sim, e não adianta chorar depois, é gasto de energia e de lágrimas, é tudo em vão.

Pense, repense, e pense de novo.

Fica a dica e o desabafo do dia.

Programa PEC-PG – Sendo Pago para Estudar no Brasil

Muitos brasileiros que se relacionam com estrangeiros quebram a cabeça pensando em soluções para trazer o seu companheiro para o Brasil com segurança, isto é, sem que haja excesso de sofrimento para se estabelecer em definitivo no país, sendo o fator emprego o aspecto mais preocupante. Quem acompanha o blog desde o início sabe bem como foi sofrido para meu marido conseguir emprego no Brasil, foram 1 ano e 10 meses de muita luta e algumas lágrimas também, mas felizmente conseguimos, e sem precisar apelar para as aulinhas de idioma, o que foi melhor ainda, já que o ensino de língua em nada tem a ver com a formação e experiência de meu marido.

Pois bem, então como sofrer menos e ser mais bem sucedido na mudança para o Brasil? Além de se esmerar no estudo do português, coisa que eu já falei mil vezes por aqui, mas não custa repetir, é preciso procurar alternativas, e não simplesmente esperar para ver no que vai dar. Uma opção é estudar e ser pago para isso.

Desde o início de meu relacionamento com meu marido estrangeiro, a coisa que eu mais fiz foi escarafunchar sites oficiais, tais como da Polícia Federal, Ministérios diversos, etc, e essas escarafunchadas, além de evitar que fizéssemos algumas cagadas, sempre nos trazia algumas descobertas, uma delas foi sobre a existência do DCE – Divisão de Temas Educacionais do Ministério das Relações Exteriores. O fato é que eu descobri um pouco tarde demais, quando meu marido já era permanente no país a muito tempo e estava quase completando seu primeiro aniversário de trabalho no Brasil, mas sei que a informação pode ser útil para quem ainda não se estabeleceu no país e ainda está na fase de planejamento da mudança.

Na seção de Perguntas Frequentes do Itamaraty, achei a seguinte questão e dela descobri a existência dessa Divisão de Temas Educacionais:
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Sou formado em curso X e gostaria de saber se haveria algum programa de pós-graduação no Brasil.

O Ministério das Relações Exteriores administra, em parceria com o Ministério da Educação e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o Programa de Convênio para Cursos de Pós-Graduação (PEC-PG), oferecido a estudantes de países em desenvolvimento com os quais o Brasil tenha acordo educacional, cultural ou científico e tecnológico. O Programa consiste em bolsa de estudo equivalente à oferecida a estudantes brasileiros de pós-graduação.

Interessados no PEC-PG precisam:

1) possuir o Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros ­Celpe-Bras (que é o exame oficial do Ministério da Educação brasileiro para certificar a habilidade em comunicação oral e escrita no idioma português falado no Brasil, cujas provas no exterior são realizadas nos Centros Culturais Brasileiros (CCBs) em todo o mundo); ter concluído curso de graduação ou mestrado; bem como ter projeto de pesquisa aceito por uma universidade brasileira. A inscrição para o Programa acontece todo ano, entre maio e julho – e deve ser feita online, de acordo com as exigências do Edital vigente.

Mais informações estão disponíveis na página <www.dce.mre.gov.br>.

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E daí que o tal Programa de Estudantes – Convênio de Pós-Graduação, mais conhecido como PEC-PG, tem por objetivo possibilitar cidadãos estrangeiros de países em desenvolvimento a realização de estudos de pós-graduação em Instituição de Ensino Superior brasileira. O PEC-PG constitui atividade de cooperação educacional exercida exclusivamente com os países os quais o Brasil mantém Acordo de Cooperação Cultural e Educacional. É também apoiado, conjuntamente, pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq; pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES  e pela Divisão de Temas Educacionais – DCE,  do Ministério das Relações Exteriores – MRE. Concede bolsas de Mestrado (até 24 meses – Bolsa do CNPq) e Doutorado (até 48 meses – Bolsa da CAPES), para estrangeiros que venham a realizar pós-graduação no Brasil. Os valores das bolsas aos estrangeiros são equivalentes aos pagos a estudantes brasileiros. Outros benefícios são Isenção de taxas escolares, as quais são custeadas de acordo com as normas e critérios das agências, e passagem aérea de retorno aos bolsistas que defenderem Dissertação/Tese. A chamada é disponibilizada nas páginas do CNPq, da CAPES e do MRE e as submissões das candidaturas são realizadas via sistema online do CNPq ou da CAPES. Essas bolsas contemplam todas as áreas de conhecimento nas quais existam cursos de mestrado e  doutorado recomendados ou reconhecidos pela CAPES com conceito igual ou superior a 03 (três) e que emitam diplomas de validade nacional.

Nada mau, não é mesmo? E já tem uma porção de estrangeiros nestes termos no Brasil! A bolsa de estudo oferecida não é assim uma Brastemp, mas também não é de se desprezar.

Parece-me que não foi publicado nenhum edital em 2014, por isso vou compilar abaixo as informações que achei no site da Capes referente à seleção de 2013.

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OBJETIVO DO PROGRAMA:

Concessão de bolsas de doutorado visando o aumento da qualificação de professores universitários, pesquisadores, profissionais e graduados do ensino superior dos países em desenvolvimento com os quais o Brasil mantém Acordo de Cooperação Educacional, Cultural ou de Ciência e Tecnologia. Essas bolsas serão concedidas em todas as áreas de conhecimento nas quais existam cursos de doutorado recomendados ou reconhecidos pela CAPES com conceito igual ou superior a 03 (três) que emitam diplomas de validade nacional.


BENEFÍCIOS:

  • bolsa de estudo de doutorado mensal no valor de R$ 2.200,00 por até 48 meses;
  • passagem aérea de retorno.

QUEM PODE PARTICIPAR:

Em 2013, poderá participar candidato para bolsas de doutorado que:

  • Seja cidadão de país participante do Programa;
  • Não seja cidadão brasileiro, ainda que binacional, nem possua genitor ou genitora brasileiro;
  • Não possua visto permanente, visto diplomático, visto MERCOSUL, visto de turista ou visto que autorize o exercício de atividade remunerada no Brasil;
  • Tenha curso de graduação ou mestrado completo em uma das áreas do conhecimento científico;
  • Seja aceito por IES brasileira, pública ou privada, que emita diploma de validade nacional, em curso de doutorado recomendado ou reconhecido pela CAPES, com conceito igual ou superior a 03 (três).

NOVAS EXIGÊNCIAS:

  • Não tenha iniciado o curso de doutorado pretendido;
  • Não tenha formação anterior no doutorado;
  • Seja portador de documento que certifique a proficiência em língua portuguesa – para qualquer nacionalidade;
  • Tenha permanecido em seu país de origem ou residência por, pelo menos, dois anos após ter obtido o diploma brasileiro, no caso de ex-estudante graduado pelo Programa de Estudantes-Convênio de Graduação – PEC-G;
  • Tenha permanecido em seu país de origem ou residência por, pelo menos, dois anos após ter obtido o diploma brasileiro, no caso de candidato que tenha recebido bolsa de estudos e pesquisa de agência brasileira de fomento para cursar graduação no Brasil e deseje inscrever-se para doutorado direto;
  • Tenha permanecido em seu país de origem ou residência por, pelo menos, dois anos após ter obtido o título de mestre (profissional ou acadêmico), no caso de candidato que tenha recebido bolsa de estudos e pesquisa de agência brasileira de fomento.

PAÍSES PARTICIPANTES DO PEC-PG:

África, Ásia e Oceania.

América Latina e Caribe

África do Sul Antígua – Barbuda
Angola Argentina
Argélia Barbados
Benin Bolívia
Cabo Verde Chile
Camarões Colômbia
China Costa Rica
Costa do Marfim Cuba
Egito El Salvador
Gabão Equador
Gana Guatemala
Índia Guiana
Líbano Haiti
Mali Honduras
Marrocos Jamaica
Moçambique México
Namíbia Nicarágua
Nigéria Panamá
Paquistão Paraguai
Quênia Peru
República Democrática do Congo República Dominicana
República do Congo Suriname
São Tomé e Príncipe Trinidad e Tobago
Senegal Uruguai
Síria Venezuela
Tailândia

Tanzânia

Timor Leste

Togo

Tunísia

 

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Outras informações podem ser encontradas no site do DCE-MRE:

O Programa de Estudantes-Convênio de Pós-Graduação (PEC-PG), criado oficialmente em 1981, oferece bolsas de estudo para nacionais de países em desenvolvimento com os quais o Brasil possui acordo de cooperação cultural e/ou educacional, para formação em cursos de pós-graduação strictu sensu (mestrado e doutorado) em Instituições de Ensino Superior (IES) brasileiras.

São oferecidos aos contemplados os seguintes benefícios:

  • Vagas em IES brasileiras recomendadas pela Capes, sem custos de matrícula;
  • Bolsa mensal no mesmo valor que a oferecida aos estudantes brasileiros, a saber: R$1500,00 para mestrado, com duração máxima de 24 meses, e R$2200,00 para doutorado, com duração máxima de 48 meses; e
  • passagem aérea de retorno ao país do estudante estrangeiro.

O PEC-PG é administrado em parceria por três órgãos:

  • Pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), por meio da Divisão de Temas Educacionais (DCE), a quem cabe a divulgação do Programa no exterior e o pagamento das passagens de retorno dos estudantes;
  • pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), a quem cabe a seleção e o pagamento das bolsas de doutorado para estudantes de todos os países participantes e de mestrado para estudantes do Timor-Leste; e
  • pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), por meio do Conselho Nacional para Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a quem cabe a seleção e o pagamento das bolsas de mestrado para estudantes de todos os países participantes, com exceção de Timor-Leste.

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Para maiores informações sobre o programa, clique aqui.

Outra possibilidade super interessante é o Programa de Ensino Profissional Marítimo para Estrangeiros:

“O Programa de Ensino Profissional Marítimo para Estrangeiros (PEPME), oferecido pelo Estado Maior da Armada (EMA), destina-se à formação e ao aperfeiçoamento de Oficiais da Marinha Mercante provenientes de países em desenvolvimento com os quais o Brasil mantém acordos culturais ou educacionais.

No âmbito do PEPME, o EMA oferece, anualmente, os seguintes cursos:

  • Curso de Formação de Oficial de Náutica da Marinha Mercante
  • Curso de Formação de Oficial de Máquinas da Marinha Mercante
  • Curso de Aperfeiçoamento para Oficiais de Náutica
  • Curso de Aperfeiçoamento para Oficiais de Máquinas

O pedido de vaga para participação nos cursos oferecidos pelo PEPME deverá ser feito pelo órgão oficial do Governo do país amigo à Representação Diplomática do Brasil, dentro do prazo estipulado para cada um dos cursos.

Os representantes diplomáticos somente encaminharão à DCE as candidaturas daqueles que estejam com a documentação completa e corretamente preenchida. Posteriormente, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) encaminhará ao Estado-Maior da Armada (EMA) a documentação relativa às candidaturas.

A confirmação, pelo Governo brasileiro, das vagas concedidas para esses cursos de aperfeiçoamento, será comunicada ao governo solicitante, no prazo estabelecido, pela Representação Diplomática do Brasil.

O PEPME e o PACCD são oferecidos aos seguintes países:

  1. Angola
  2. Argentina
  3. Barbados
  4. Bolívia
  5. Cabo Verde
  6. Chile
  7. Colômbia
  8. Costa Rica
  9. Equador
  10. Gabão
  11. Guiana
  12. Guiné-Bissau
  13. Honduras
  14. Moçambique
  15. Panamá
  16. Paraguai
  17. Peru
  18. República Dominicana
  19. São Tomé
  20. Suriname
  21. Trinidad e Tobago
  22. Uruguai
  23. Venezuela

Mais informações sobre os cursos constantes do PEPME e do PACCD, tais como: currículos, formulários etc, podem ser obtidas pelos órgãos oficiais dos governos dos países amigos junto à respectiva Representação Diplomática do Brasil.

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Para saber mais sobre orientações sobre vistos e documentação para estudantes estrangeiros, clique aqui.

Para ler depoimentos de quem estudou no Brasil, clique aqui.

Para outras perguntas frequentes, clique aqui.

E, claro, também é preciso muita vontade de estudar de fato e não apenas cavar uma oportunidade para vir morar no país.

Então fica a super dica aos interessados.